Entidades médicas nacionais fazem manifestos públicos contra a corrupção e a favor da ética e da Justiça.

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SJM está atenta à crise política, econômica e social pela qual o País está atravessando

Mais um dia de manifestações nas ruas de cidades de todo o País, com a população protestando contra o governo federal e suas últimas decisões, pedindo ainda o fim da corrupção e o respeito aos princípios constitucionais. Diversas entidades estão demonstrando seu posicionamento perante os últimos fatos revelados pelo poder judiciário que envolvem figuras públicas do governo federal e até o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Por conta disso, a AMB (Associação Médica Brasileira) impetrou uma Ação Civil Pública nesta última quarta-feira, dia 17 de março, perante a Justiça Federal do Distrito Federal e também no Supremo Tribunal Federal para impedir que o ex-presidente Lula assuma o cargo de Ministro Chefe da Casa Civil. A ação foi a primeira a ser impetrada e a que suspendeu liminarmente o decreto de nomeação do ex-presidente ao Ministério da Casa Civil, questionando a legalidade perante os princípios constitucionais, o desvio de finalidade do cargo, o direito comparado e os tratados internacionais contra a corrupção cujo Brasil é signatário.

Conforme ação da AMB, essa nomeação macula princípios éticos, pois tem motivações que ferem os mais elementares princípios da probidade administrativa. Mais uma vez a presidente usa a máquina pública para atender interesses de grupo político – conduta condenável e que motiva várias investigações de membros de seu governo e do governo anterior, incluindo a Lava Jato.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Já o CFM (Conselho Federal de Medicina) aprovou em plenário e publicou uma nota em favor da ética e da Justiça. Segundo o CFM, diante das circunstâncias governamentais e políticas que abalam os pilares do Estado Democrático de Direito na República, o Conselho Federal de Medicina (CFM) repudia qualquer ação que impeça ou dificulte as investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e as decisões da Justiça no combate à corrupção no País; entende que nenhum cidadão ou autoridade pode ser beneficiado por subterfúgios para desvios de competências judiciais, constitucionalmente firmadas, em absoluto detrimento dos princípios da legalidade e da moralidade e conclama os médicos e a população ao engajamento na luta pelo restabelecimento da ordem jurídica determinada na Carta Magna e indispensável à reconstrução da Nação.  A SJM como entidade representativa da classe médica de Joinville e região está atenta aos acontecimentos e vigilante aos acontecimentos.